Imprensa

31/05/17 13:54

InovaGov quer revolucionar a condução de projetos na administração pública

Mais de 400 representantes de instituições públicas, de universidades e do setor privado participam de evento em Brasília

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Com o objetivo de revolucionar a forma como o setor público conduz projetos, estimulando a geração de ideias e soluções criativas que resultem em melhoria de processos e serviços, a Rede de Inovação no Setor Público (InovaGov), que conta com a participação do Tribunal de Contas da União (TCU), promoveu, na quinta-feira (25), o evento Inovação Aberta. Realizado no Instituto Serzedello Corrêa (ISC), o encontro reuniu mais de 400 representantes de instituições públicas, de universidades e do setor privado.

Durante a abertura do evento, o presidente do TCU, ministro Raimundo Carreiro, afirmou que nos últimos anos a inovação tem se mostrado fundamental para o enfrentamento de desafios, principalmente, no que diz respeito à busca de melhoria da gestão pública. “As instituições precisam cada vez mais conquistar a confiança da população, ampliando a transparência e inserindo a sociedade na formulação de políticas e definição de serviços a serem prestados”, afirmou.

Carreiro lembrou que a administração pública federal já coleciona algumas ações de inovação que merecem ser destacadas. O presidente citou a criação de laboratórios de inovação, implementação de espaços de inspiração e criatividade, a adoção de metodologias e ferramentas para a solução de problemas complexos, o uso de dados para subsidiar decisões governamentais, o intercâmbio de conhecimento e parcerias com instituições públicas de outros países e a criação da rede de inovação do governo.

Já o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Henrique de Oliveira, destacou que a inovação vem por meio do esforço e do desprendimento de conceitos enraizados. Para ele, InovaGov é uma rede direcionada a criar um ambiente para geração de ideias. “A intenção é ser um observatório para que novas ideias possam ser avaliadas e implementadas na gestão pública”, afirmou.

Casos de sucesso

O evento também apresentou casos que mostram aos participantes como a criatividade pode ajudar na melhoria de problemas crônicos enfrentados diariamente pelo cidadão, seja por meio de ações sociais ou por estudos ou criação de estratégias. 

É o caso do Escola das Mães, desenvolvido pelo Grupo Tellus. Implementada dentro do programa “Mãe Santista”, promovido pela prefeitura de Santos (SP), a iniciativa criou um espaço acolhedor onde gestantes são auxiliadas durante o pré-natal, realizam ultrassom morfológico e recebem kits de higiene pessoal e de cuidados para os recém-nascidos.

Outro projeto apresentado foi o Pensa - Sala de Ideias, que é um escritório vinculado à Casa Civil da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro que desenvolve projetos baseados em coleta e interpretação de dados. A iniciativa gerenciou informações sobre o trânsito na cidade e ofereceu alternativas para a diminuição dos grandes congestionamentos no Rio.

Durante a apresentação sobre inteligência competitiva governamental, o titular da Secretaria de Gestão de Informações para o Controle Externo (SGI) do TCU, Wesley Vaz Silva, afirmou que a união de ferramentas tecnológicas e a coragem de inovar podem gerar grandes evoluções dentro da gestão pública. “O uso da tecnologia, da informação, da integração e da colaboração permite que os resultados de amanhã sejam muito melhores do que os atuais. [Isso] porque, se for pouco melhor, na minha opinião, não adianta nada”, declarou.

Vaz apresentou ao público o sistema de Analise de Licitações e Editais (Alice). O método é utilizado para ampliar o controle do tribunal em fiscalizações de processos licitatórios e agilizar os trabalhos feitos pelas equipes. “O que no passado era feito por um conjunto de pessoas lendo o Diário Oficial da União, no papel, hoje funciona por e-mail. Todos os servidores envolvidos recebem as licitações do dia acompanhadas de um alerta indicador de risco”, revelou.

O painel Inovatalks, que apresentou os casos inovadores, também abordou temas como a construção da cultura de experimentação no Governo e Design Social.

Oficinas que estimulam a criatividade

O evento também contou com oficinas ministradas por consultores da área de inovação, como a “Design Thinking para aproximar o setor público dos setores privados, sociedade civil e academia”. Conduzido por Mário Rosa e Tiago Taveira, do Laboratório de Inovação Echos, o workshop teve como principal objetivo achar uma linguagem comum e trabalhar de forma empática e colaborativa para criar espaços que promovam uma melhor interação entre os diferentes setores. O Laboratório de Inovação Echos defende o aprendizado a partir da prática e do compartilhamento. “A inovação não acontece se não mudarmos nossa maneira de aprender”, ressaltou Mário Rosa.

A designer de serviços do Estúdio Mapare, Marcela Moraes, participou da oficina “Faça você mesmo (DIY)! Uma introdução às ferramentas práticas de inovação social”, liderada por Brenton Caffin, da Fundação de Inovação do Reino Unido (Nesta). A oficina apresentou as ferramentas de inovação da fundação, para gerar projetos de impacto para quem está começando a trabalhar com design thinking. “Foi incrível ver um órgão público mobilizado nessa iniciativa, gratuita para o público, com grandes nomes da área”, afirmou Marcela Moraes.

Como representantes do poder público, os servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Gustavo Trindade e Camila Medeiros – e que integram a Fábrica de Ideias – apresentaram a oficina Regulatory thinking: a abordagem de design na arena do processo regulatório. Eles propuseram aos participantes um game de ficção com o objetivo de explicar as dinâmicas do processo regulatório usando um caso real para construir uma solução.

Outras oficinas realizadas foram: GNova Design Café, com Andrea Andrade, do Laboratório de Inovação em Governo (GNova); Unindo quantidade e qualidade - fazendo pesquisa com o cidadão”, com Patrícia Garcia e Gustavo Maia, do WeGov; Estado Aberto, com Cristiano Ferri, do LabHacker, da Câmara dos Deputados; Construção de um programa de capacitação de servidores públicos em análise de dados: diálogo entre a administração pública, a academia e o mercado, com Erick Muzart, do TCU; e Dados e desenvolvimento no setor público, com Marina Barros, da FGV.

Além das oficinas, uma feira de projetos foi montada com o objetivo de apresentar ideias inovadoras e viabilizar parcerias. A Procuradoria-Geral da Fazenda esteve presente na feira com o projeto “O dinheiro que é da nossa conta”. A ideia é criar ações para engajar o cidadão e conscientizar a sociedade quanto à importância do pagamento dos tributos. Veja no vídeo o projeto apresentado por eles.

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