Espaço Cultural Marcantonio Vilaça

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Marcantonio construiu o maior acervo particular de obras contemporâneas do país. Ainda em vida, fez comodato com o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP). Queria que sua coleção particular virasse patrimônio público, manifestando a seu pai Marcos Vilaça o desejo de que sua coleção ficasse em Pernambuco.
Em agosto de 2002, foram transferidas cerca de duzentas obras para o Instituto Cultural Bandepe, em caráter temporário. Sua coleção poderá ser transferida, em caráter definitivo, para o futuro Complexo Cultural do Tacaruna, cuja área destinada às artes plásticas será denominada, por sugestão da Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco, Marcantonio Vilaça.

O olhar contemporâneo de Marcantonio e a seriedade de seu trabalho podem ser observados pela participação brasileira nas duas últimas Bienais de Veneza. Em 2002, o curador italiano Germano Celant, a convite da associação BrasilConnects, escolheu Vik Muniz e Ernesto Neto para serem os representantes do Brasil em Veneza. Para representar o Brasil na 50º Bienal de Veneza, em 2003, com o tema Sonhos e Conflitos, a fundação Bienal de São Paulo selecionou as artistas Beatriz Milhazes e Rosângela Rennó. Estes artistas foram lançados por Marcantonio e eram representados pela galeria Camargo Vilaça.

Sua coleção tem um valor inestimável para a história da arte, principalmente a contemporânea, e será a cada ano revisitada e fruto de novas leituras e descobertas.