Arte e protagonismo feminino marcam programação do Dia da Mulher no CCTCU
Atividade inspirada na história de Tarsila do Amaral reuniu pesquisadoras e artistas para refletir sobre representatividade feminina na arte
Por Secom
No Dia Internacional da Mulher, celebrado no último domingo (8/3), o Centro Cultural TCU recebeu o público em uma programação dedicada às mulheres que fazem ou fizeram parte da cultura brasileira. A atividade dialoga com a exposição, em cartaz até 10 de maio, "Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral".
A roda de conversa "Tarsila do Amaral e a representatividade feminina no Modernismo Brasileiro" deu início às atividades no foyer do auditório. Com mediação de Juliana Insua, graduada em Teoria, Crítica e História da Arte e Artes Visuais pela Universidade de Brasília (UnB) e professora de Artes Visuais, o encontro reuniu Maria do Carmo Couto, professora adjunta de História da Arte no Instituto de Artes da UnB, e Fran Favero, artista visual, gestora, pesquisadora e curadora.
"A programação foi uma forma de homenagear a mulher a partir de uma figura que foi tão emblemática para o modernismo e para toda a história brasileira da arte e da cultura. Foi uma mulher que marcou um tempo com formas, com cores, com todo esse movimento da antropofagia", afirmou a diretora-geral do Instituto Serzedello Corrêa (ISC), Ana Cristina Novaes.
Na avaliação da diretora do Centro Cultural TCU, Elisa Bruno, Tarsila do Amaral é uma artista que comunica com diversos públicos. "Tarsila tem uma comunicação interessante, porque ela é inovação e o que é genuinamente brasileiro ao mesmo tempo. Faz todo sentido trazer essas conversas nesse cenário de números tão altos de violência contra a mulher no país", comentou.
Protagonismo feminino nas artes
Partindo da trajetória de artistas como Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Djanira, as convidadas da roda de conversa apresentaram a produção de mulheres muitas vezes invisibilizadas pela história da arte, pontuando o protagonismo e o pioneirismo dos trabalhos. Foi uma oportunidade de compartilhar os desafios por elas enfrentados, bem como seus ecos na arte contemporânea.
"Esse "transbordar o mundo" de que a exposição fala é sobre não conter, superar fronteiras, e não aceitar as regras muito rígidas a que a gente se submete", pontua a professora Maria do Carmo Couto.
"A todo tempo, há uma tentativa de nos colocarem dentro "caixas", dentro de limites, então as mulheres artistas, constantemente, quebram esses espaços¿, complementa Fran Favero.
Juliana Insua destaca o papel do público na validação e na valorização desses trabalhos. "Enxergar que essas mulheres têm trajetórias importantes, validar seus trabalhos, validar suas vivências, validar os seus projetos e, de fato, valorizar essas produções", disse.
Música feita por elas
Após a roda de conversa, a programação contou com apresentação musical do grupo brasiliense Choro Delas, formado exclusivamente por instrumentistas mulheres que atuam na difusão da música instrumental brasileira e no fortalecimento da presença feminina nesse cenário. O repertório inclui ritmos populares como choro, maxixe, baião e samba.
Transbordar o mundo
A atividade em homenagem às mulheres integra a programação da exposição "Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral", que permanece em cartaz no Centro Cultural TCU até 10 de maio.
São mais de 60 obras originais, entre elas Operários, além de uma sala imersiva com projeções de pinturas emblemáticas da artista, como Abaporu, A Cuca e Antropofagia.
O Centro Cultural TCU funciona todos os dias da semana, de segunda a domingo, das 9h às 18h. A entrada é gratuita.
Serviço
Secom: ISC/pc
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