Exposição revela como línguas africanas moldaram o português no Brasil
Exposição "Línguas africanas que fazem o Brasil", em cartaz no CCTCU até 18 de janeiro, apresenta palavras originárias da África usadas no cotidiano brasileiro
Por Secom
A contribuição de diferentes culturas africanas moldou o léxico brasileiro durante os séculos. São palavras que carregam identidade, histórias, e são o destaque da exposição "Línguas africanas que fazem o Brasil", aberta ao público até o dia 18 de janeiro no Centro Cultural TCU, localizado no Instituto Serzedello Corrêa (ISC), em Brasília. A mostra é uma itinerância do Museu da Língua Portuguesa.
Palavras como "caçula", que vem do quimbundo, e "fofoca", originário do iorubá, são exemplos de como os povos africanos influenciaram a construção do nosso repertório linguístico, e estão presentes até hoje na boca de milhões de brasileiros.
A exposição apresenta um percurso sensorial e educativo que articula história, oralidade, sons e significados, ressaltando como palavras de origem africana estruturam o cotidiano, a cultura e as formas de expressão brasileiras. Ao colocar a língua no centro do debate, a mostra amplia a compreensão sobre diversidade linguística, herança cultural e processos históricos que moldaram o país.
Presença africana
Para além de explicar a origem dessas expressões, a exposição "Línguas africanas que fazem o Brasil" propõe outros olhares e outras reflexões, revelando a presença da cultura afro em diferentes manifestações culturais brasileiras, como a música, a arquitetura e as festas populares.
A mostra conta com obras de importantes nomes da arte brasileira como Aline Motta, Rebeca Carapiá, Antonio Obá, Dalton Paula, Goya Lopes e Leni Vasconcellos. A partir de instalações, fotografias, objetos, esculturas, vídeos e telas, forma-se uma cartografia das palavras e do legado ancestral que compõe o tecido social brasileiro.
Oficinas gratuitas
Além da visitação, o Centro Cultural TCU tem promovido programação educativa especial em diálogo direto com o conteúdo da mostra. Durante o mês de janeiro, o Programa Educativo do CCTCU realiza oficinas gratuitas no Espaço Aberto, integrando a programação de verão e reforçando o caráter formativo e participativo da iniciativa.
As atividades propõem experiências criativas voltadas a diferentes faixas etárias, com oficinas de poesia visual, estamparia inspirada em padrões africanos, produção de móbiles ancestrais, criação de amuletos a partir de palavras e contação de histórias.
As oficinas ocorrem aos sábados e domingos, em dois turnos - manhã (10h às 12h) e tarde (15h às 17h), com vagas preenchidas por ordem de chegada.
Esta é também a última oportunidade de participar das atividades relacionadas à mostra, o que torna o período especialmente significativo para públicos que buscam vivências educativas alinhadas a temas como identidade, diversidade cultural e valorização das matrizes africanas na formação do Brasil.
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