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Programa Reconhe-Ser - Trabalhos Inovadores - Proposição de uma nova métrica de software

Descrição

A tecnologia da informação (TI) tem se tornado parte integrante do negócio das organizações com papel fundamental para apoiar o alcance dos objetivos institucionais. Uma maior maturidade em métricas de software pode viabilizar uma melhor gestão e governança de TI e o alinhamento estratégico de seus objetivos.

A área de métrica de software encontra-se carente. Ainda que a área de informática tenha evoluído significativamente nesses últimos anos, a métrica mais usada por empresas da área no Brasil[i], Análise por Pontos de Função (APF), foi concebida há 36 anos, em 1979, por Albrecht (IBM)[ii]. Devido à falta de melhores opções, a APF segue sendo usada amplamente no governo federal em contratações de desenvolvimento e manutenção de sistemas. Além dos diversos acórdãos do TCU que apontam seu uso em contratações[iii] como uma opção de dimensionamento do objeto contratado, o Roteiro de Métricas do SISP preconiza sua aplicação junto aos órgãos da administração pública federal. No TCU, os contratos vigentes de desenvolvimento usam a APF para fins de pagamento[iv]. Apesar do uso extensivo da APF, um grande número de críticas à sua validade e à sua aplicabilidade constantes na literatura[v]  põem em xeque a correção do seu uso em contratações e a confiabilidade de sua aplicação como ferramenta para a gestão e para a governança da TI.



[i] BRASIL. MCT - Ministério da Ciência e Tecnologia. Pesquisa de Qualidade no Setor de Software Brasileiro 2009. Brasília: Ministério da Ciência e Tecnologia.Secretaria da Política de Informática. 204p. Disponível em: <http:// www.mct.gov.br/upd_blob/0210/210931.pdf >. Acesso em: 25 set. 2015. 2009.

[ii] ALBRECHT, A. J. (1979). "Measuring application development productivity." Proceedings of the Joint SHARE/GUIDE/IBM Application Development Symposium, SHARE Inc. and GUIDE International Corp. Monterey, CA.

[iii] BRASIL. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÂO. Acórdãos 1.782/2007, 1.910/2007, 2.024/2007, 1.125/2009, 1.784/2009, 2.348/2009, 1.274/2010, 1.647/2010, todos do Plenário.

[iv] Contratos 62/2011 e 20/2013

[v] Baixa representatividade; funcionalidades com complexidades diferentes dimensionadas com o mesmo tamanho; transição abrupta entre faixas; dimensionamento limitado de funcionalidades com alta (e baixa) complexidade; operações matemáticas em escala ordinal; e impossibilidade de se dimensionar alterações em partes de uma funcionalidade (críticas detalhadas na seção 2.2 do artigo publicado pelos autores).

 

Contexto

Objetivos

Proposição de uma nova métrica de tamanho funcional de software baseada na métrica Pontos de Função sem algumas de suas deficiências.

Avaliação da nova métrica quanto a sua correlação com o esforço despendido em desenvolvimento e manutenção de sistemas, inclusive em projeto de desenvolvimento ágil no TCU.

Ilustração do uso da nova métrica na governança de TI.

Resultados

A nova métrica de software proposta, Elementos Funcionais de Transação (EFt), mostrou-se superior à métrica Pontos de Função (APF), da qual se deriva. Além de não possuir algumas deficiências conceituais da APF, a EFt demonstrou possuir, no contexto dos dados analisados, uma maior correlação com o esforço despendido no desenvolvimento de software do que a APF[i].

Ilustrou-se também no trabalho a aplicação da EFt como ferramenta para aprimorar a governança de TI com seu uso nas atividades propostas pela norma ISO 38500 de avaliação, monitoramento e direção da área de desenvolvimento de sistemas. Diversos indicadores baseados na métrica podem ajudar a revelar a real situação da área para a alta administração.

O trabalho foi apresentado no 27º Simpósio Brasileiro de Engenharia de Software em outubro de 2013[ii] e publicado na base digital do Institute of Electrical and Electronic Engineers - IEEE Xplore[iii].  Também foi apresentação no II Seminário de Métricas do Sisp em julho de 2014[iv] e citado no Roteiro de Métricas de Software do Sisp, versão 2.1, em 2015[v].

Espera-se que o trabalho permita aumentar a contribuição da TI para o negócio de forma objetiva, confiável e visível. E que seu uso possa favorecer contratações de sistemas no TCU e na Administração Pública a preços mais justos.



[i] Constatou-se que a correlação com o esforço (em dias de programador) da métrica EFt (coeficiente de explicação R2 = 91%) foi muito superior à da APF (R2 =45%), durante acompanhamento do desenvolvimento ágil do novo sistema de prestação de contas (eContas) no período de 29/10/2014 a 16/12/2014.

[iii] CASTRO, M. V. B. de; HERNANDES, C. A. M.. A Metric of Software Size as a Tool for IT Governance. Procedings in: SBES, 2013.

[v] BRASIL. SISP - Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação. Roteiro de Métricas de Software do SISP.Versão 2.1 Brasília: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação. Disponível em: <http://sisp.gov.br/metricas/wiki/download/file/Roteiro_de_Metricas_de_Software_do_SISP_-_v2.1.pdf>. Acesso em: 23 set. 2015. 2015.

 

Período

Início: 01/08/2012

Fim: 31/12/2014

Unidades

  • SEFTI
  • STI

Pessoas

  • CARLOS ALBERTO MAMEDE HERNANDES

  • MARCUS VINÍCIUS BORELA DE CASTRO

Documentos