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TCU anuncia avanços do ClimateScanner após avaliar ação climática em 103 países

Encontro internacional no Rio de Janeiro marca nova etapa da iniciativa, com lançamento de guia para auditorias, preparação de relatório global e proposta de avaliações periódicas

Por Secom

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu, nesta quinta-feira (5/11), o ClimateScanner Summit 2026, no Rio de Janeiro, com anúncio de novos instrumentos para ampliar o uso de dados na fiscalização das políticas climáticas. Entre os avanços apresentados, estão: a elaboração de um relatório global, o lançamento de um guia para orientar auditorias e a proposta de estabelecer ciclos regulares de avaliação da atuação dos governos no enfrentamento das mudanças climáticas.

Promovido pelo TCU em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o encontro reúne representantes de Instituições Superiores de Controle (ISC), organismos internacionais e especialistas. A programação segue até sexta-feira (6/11), na sede do BNDES, no Rio de Janeiro.

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Na abertura, o vice-presidente do TCU, ministro Jorge Oliveira, destacou que a crise climática também representa um risco para as finanças públicas. Secas, enchentes e ondas de calor provocam gastos emergenciais, comprometem a infraestrutura e pressionam os orçamentos governamentais, reduzindo recursos disponíveis para áreas como saúde e educação.

"A mudança do clima deixou de ser uma ameaça distante e passou há muito tempo a ser uma realidade cotidiana", afirmou. Para o ministro, cabe às instituições de controle verificar se os compromissos assumidos pelos governos se traduzem em políticas públicas e resultados concretos para a população.

ClimateScanner entra em nova etapa

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Lançado em 2022, o ClimateScanner mobilizou mais de 170 instituições e capacitou mais de 300 auditores para avaliar a ação climática em 103 países. Os diagnósticos revelaram fragilidades na governança, nas políticas públicas e no financiamento climático. Entre os resultados, nove em cada dez países avaliados não sabem quanto gastam com ações climáticas.

Com mais de 86% das instituições participantes interessadas em uma nova rodada de avaliações, a iniciativa avança agora para uma etapa voltada à continuidade do monitoramento e à aplicação prática dos resultados.

Uma das novidades é o Relatório Global do ClimateScanner, desenvolvido em parceria com o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (Undesa), a Secretaria-Geral da Organização Internacional das Instituições Superiores de Controle (Intosai) e o Grupo de Trabalho de Auditoria Ambiental (WGEA). A publicação reunirá as principais conclusões das avaliações e tem lançamento previsto para abril de 2027, durante o Simpósio ONU/Intosai, em Viena, na Áustria.

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A continuidade da iniciativa foi reforçada pelo auditor-geral da Tailândia e presidente do WGEA, Monthien Charoenpol. Ele destacou a conclusão da primeira fase do projeto e a inclusão no plano de trabalho do grupo para 2026"2028, medida que busca assegurar a sustentabilidade do ClimateScanner e ampliar a aplicação da plataforma nas auditorias.

Cooperação para transformar dados em resultados

Representantes das instituições parceiras abordaram diferentes desafios para transformar os diagnósticos climáticos em medidas efetivas.

O representante residente do Pnud no Brasil, Claudio Providas, defendeu que o impacto da iniciativa seja medido pela capacidade de melhorar políticas públicas e fortalecer as instituições, e não apenas pela produção de relatórios e recomendações.

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Já Rodolfo Stucchi, representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), destacou a necessidade de preparar estados e municípios para os impactos econômicos dos eventos extremos. Segundo ele, a adaptação da metodologia do ClimateScanner ao contexto brasileiro permite identificar vulnerabilidades locais e orientar investimentos em infraestrutura e serviços públicos mais resilientes.

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O diretor jurídico do BNDES, Walter Baère, ressaltou a importância da transparência para garantir a credibilidade dos investimentos ambientais. Ao apresentar experiências do banco em financiamento climático e na gestão do Fundo Amazônia, reafirmou o apoio da instituição à continuidade do projeto.

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A abertura contou ainda com participações por vídeo do presidente da Intosai, Mohamed El-Faisal Youssef, e do subsecretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais, Li Junhua, reforçando a articulação internacional em torno da iniciativa.

Programação

Com o tema "Dos Dados à Ação", o primeiro dia do ClimateScanner Summit incluiu a apresentação de Ana Toni, diretora-executiva da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), sobre o papel dos dados na agenda climática global, além de um balanço dos resultados do ClimateScanner.

Representantes de Chile, Costa Rica, Fiji, Quênia e Montserrat compartilharam experiências de utilização das avaliações para orientar a fiscalização de políticas públicas. A programação também prevê o lançamento do guia "From Data to Action¿, elaborado para ajudar as instituições de controle a interpretar diagnósticos, definir prioridades e ampliar o impacto das auditorias.

À tarde, os debates se concentram nos desafios da resposta climática global, com foco em governança, políticas públicas, financiamento e equidade. Serão apresentadas as principais mensagens do Relatório Global do ClimateScanner, a experiência da auditoria cooperativa internacional sobre adaptação climática conduzida pela Iniciativa de Desenvolvimento da Intosai (IDI) e a proposta de documento de posicionamento da organização para a COP31. O dia termina com a cerimônia de premiação ClimateScanner Awards, que reconhecerá iniciativas de destaque na utilização dos dados.

A programação continua nesta sexta-feira (6/11), com debates sobre cooperação regional e a apresentação do Painel ClimaBrasil, que adaptou a metodologia do ClimateScanner para estados, Distrito Federal e capitais brasileiras. Também serão apresentadas soluções vencedoras do ClimatonBrasil 2026 e discutidas a institucionalização da iniciativa, a proposta de ciclos de avaliação a cada três anos e a Carta do Rio, documento previsto para marcar os próximos compromissos do projeto.

Clique e conheça o ClimateScanner.

Serviço:

Secom: DG/pc

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