Auditoria analisa contratações de tecnologia da informação
Tribunal avaliou 133 licitações: de hardware (50 editais), software (45 editais) e serviços (38 editais). Volume de recursos auditados chega a R$ 3,5 bi em contratações públicas
Por Secom
Resumo
- O TCU analisou 133 licitações federais para contratações de equipamentos, programas e serviços de tecnologia da informação.
- O volume de recursos fiscalizados passou de R$ 3,5 bilhões.
- O benefício financeiro estimado é superior a R$ 487 milhões, calculado sobre as contratações nas quais o TCU atuou de forma preventiva.
- Foram verificadas fragilidades que aumentam os riscos de sobrepreços, contratações antieconômicas e desperdício de recursos.
O Tribunal de Contas da União (TCU) analisou, sob a relatoria do ministro Benjamin Zymler, o seu sétimo acompanhamento anual sobre as aquisições de bens e serviços na área de tecnologia da informação (TI) promovidas por órgãos e entidades federais.
"Este trabalho foi conduzido com o objetivo de efetuar o controle de maneira sistêmica e tempestiva [rápida], de mitigar a possibilidade de desperdício de recursos públicos e de fortalecer a expectativa de controle nas contratações de TI no âmbito federal", explicou o ministro-relator Benjamin Zymler.
Na auditoria foram analisadas 133 licitações, distribuídas entre as categorias de hardware (50 editais), software (45 editais) e serviços (38 editais), alcançando um volume de recursos fiscalizados da ordem de R$ 3,5 bilhões.
"Esse montante evidencia a escala [amplitude] e a relevância das aquisições de TI no âmbito da Administração Pública Federal e justifica a manutenção de trabalho de acompanhamento contínuo e especializado por parte desta Corte de Contas", observou o ministro Zymler.
"Merece especial destaque o benefício financeiro estimado superior a R$ 487 milhões [cerca de meio bilhão de reais], calculado sobre as contratações em que a atuação preventiva deste Tribunal propiciou a revisão dos respectivos editais", destacou o ministro-relator.
O que a auditoria do TCU verificou
Foram identificados riscos recorrentes e relevantes nos processos de contratação analisados. As fragilidades mais frequentes estiveram associadas à estimativa e à justificativa dos quantitativos, às pesquisas de preços, à ausência de critérios transparentes na escolha dos fornecedores e ao uso de orçamentos com elevada dispersão.
"Além dessas, foram identificados riscos específicos relacionados ao uso de metodologias de medição de serviços, como a Unidade de Serviço Técnico (UST) e modelos similares, quando adotadas em desconformidade com normas e orientações técnicas, bem como à desconsideração de referências de mercado mais vantajosas, tais como contratações públicas comparáveis e catálogos de soluções padronizadas", detalhou Zymler.
"Essas fragilidades elevam a probabilidade de sobrepreço, antieconomicidade e desperdício de recursos públicos. Em acréscimo, a meu ver, a expressividade do resultado do acompanhamento decorre do fato de termos priorizado a intervenção antes da concretização das despesas públicas", ponderou o ministro Benjamin Zymler.
SERVIÇO
Leia a íntegra da decisão: Acórdão 1532/2026 - Plenário
Processo: TC 003.652/2025-4
Sessão: 17/6/2026
Secom - ED/pc
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