Auditoria fiscaliza pagamento de benefícios previdenciários do Regime Geral
Fiscalização abrangeu R$ 441 bilhões de um total de R$ 922 bilhões em pagamentos de benefícios previdenciários efetuados em 2024
Por Secom
Resumo
- O TCU realizou auditoria no Fundo do Regime Geral de Previdência Social para verificar a regularidade dos benefícios previdenciários pagos em 2024.
- O Tribunal pontuou riscos, tais como pagamentos com indício de óbito do titular, acumulação indevida de benefícios, inscrição de CPF nulo ou inconsistente, além da aplicação incorreta de índices oficiais de reajuste.
- A auditoria apontou em R$ 170 milhões o montante global de pagamentos com indício de irregularidade, abaixo do limite de 3%.
O Tribunal de Contas da União (TCU) realizou, sob a relatoria do ministro Jhonatan de Jesus, auditoria de conformidade no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Fundo do Regime Geral de Previdência Social (FRGPS), com o objetivo de verificar a regularidade dos pagamentos de benefícios previdenciários efetuados em 2024.
"Trata-se, portanto, de fiscalização que se relaciona intrinsecamente com a fidedignidade das demonstrações contábeis da União e com a sustentabilidade do Regime Geral de Previdência Social (RGPS)", observou o ministro-relator Jhonatan de Jesus.
A estratégia metodológica da auditoria do TCU priorizou a fase de manutenção de benefícios antigos. Nesses, cujas concessões são anteriores a 2015, eventual desconformidade relevante tende a decorrer de falhas de manutenção e controle (cadastro, prova de vida, cruzamento de bases), e não de reanálise do ato concessório.
"Tal delimitação abrangeu 47,87% dos pagamentos do total de 2024, correspondentes a R$ 441,66 bilhões de um total de R$ 922,64 bilhões, valor tomado como o volume de recursos fiscalizados na auditoria", esclareceu o ministro do TCU Jhonatan de Jesus.
O que o TCU verificou
"Foram identificados os seguintes riscos: pagamentos com indício de óbito do titular; acumulação indevida de benefícios; inscrição de CPF nulo ou inconsistente; além da aplicação incorreta de índices oficiais de reajuste", listou o ministro Jhonatan.
Os testes realizados nas tipologias selecionadas pela auditoria do Tribunal resultaram no montante global de pagamentos com indício de irregularidade de R$ 170,91 milhões, abaixo do limite de acumulação de distorções definido em 3% para essa fiscalização. Esses valores com indícios de irregularidades, embora materialmente relevantes, representam porcentagem muito pequena em relação ao montante total analisado.
Assim, a conclusão do trabalho é a de que, de forma geral, não houve falhas relevantes a ponto de comprometer a fidedignidade dos pagamentos auditados. No entanto, isso não elimina a necessidade do tratamento adequado dos indícios de irregularidade apontados.
O que o Tribunal deliberou
O TCU decidiu recomendar ao Instituto Nacional do Seguro Social que promova a integração de novas bases de dados. O objetivo é complementar as informações existentes e garantir que todos os registros sejam atualizados de forma oportuna e precisa, o que vai resultar na melhoria do mecanismo de comprovação de vida dos beneficiários.
Foi recomendado ainda que o INSS implemente rotina de verificação automática da existência de múltiplos benefícios para um mesmo titular com suspeita de óbito.
O Tribunal dará ciência ao INSS de que a situação "nula" do CPF do titular ou do instituidor do benefício caracteriza indício de fraude e deve ensejar encaminhamento automático para instauração de processo de apuração de irregularidade.
SERVIÇO
Leia a íntegra da decisão: Acórdão 522/2026 - Plenário
Processo: TC 024.411/2024-8
Sessão: 11/3/2026
Secom - ED/va
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