Megaeventos podem melhorar imagem do País no exterior
Participantes do úlitmo dia do Seminário Infraestrutura Turística, Megaeventos Esportivos e Promoção da Imagem do Brasil no Exterior destacaram que a Copa e as Ilímpiadas podem melhorar imagem do País
Por Secom
Resumo
Participantes do úlitmo dia do Seminário Infraestrutura Turística, Megaeventos Esportivos e Promoção da Imagem do Brasil no Exterior destacaram que a Copa e as Ilímpiadas podem melhorar imagem do País
Ao encerrar ontem o Seminário Infraestrutura Turística, Megaeventos Esportivos e Promoção da Imagem do Brasil no Exterior, o presidente da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, Jorge Gerdau Johannpeter, foi taxativo ao afirmar que o sucesso ou o fracasso na realização da Copa do Mundo, em 2014, e dos Jogos Olímpicos, em 2016, deve ser dividido pela sociedade brasileira. Para ele, os brasileiros ainda não conseguiram entender o alcance dessas competições para o futuro da economia e da imagem do país no exterior. Gerdau enfatizou que o empresariado ainda não percebeu a oportunidade de fortalecimento das marcas brasileiras no mercado globalizado, o que permitirá a expansão de novos negócios por todos os continentes e crescimento da economia do País. Ao tratar do assunto, a coordenadora-geral de Intercâmbio e Cooperação Esportiva do Ministério das Relações Exteriores, Vera Cintia Alvarez, reforçou a importância do planejamento, do gerenciamento e da fiscalização como formas de combater o desperdício de recursos públicos. Segundo ela, enquanto Chile, México e Argentina tiveram crescimento do PIB em 5%, depois da realização dos jogos, países como o Canadá e a Grécia apresentaram como legado o déficit nas contas. Citou, além desses dois casos, o exemplo negativo da Índia, alvo de suspeitas de corrupção e críticas por erros que teria cometido na organização dos Jogos da Comunidade Britânica, realizados em Nova Déli, no ano passado. A seu ver, os megaeventos também devem servir de alavanca para a modificação da imagem que a população tem de si mesma e como os demais países veem a nação organizadora. Ela explicou que os países que realizaram as últimas edições da Copa do Mundo – Coreia do Sul, Alemanha e África do Sul – desenvolveram ações para fechar cicatrizes sociais internas e obtiveram ganhos de imagem perante a sociedade mundial. A reconstrução da identidade de cada país-sede foi feita por meio de campanhas de conscientização. No Brasil, o governo quer reforçar a imagem vencedora, construída ao longo dos últimos anos, como meio de aproximar a população dos eventos que o país vai realizar. A intenção é reforçar a imagem da diversidade cultural brasileira para os outros países. “Nós somos a nação de todas as nações”, reforçou Alvarez. Apesar do slogan preparado pelo governo para projetar o país no exterior dizer que “o Brasil está pronto para encantar o mundo”, a falta de projetos para as áreas da saúde, educação e acessibilidade recebeu críticas do deputado federal Romário de Souza Faria (PSB-RJ). “Não há preocupação dos governantes com esses legados”, enfatizou o parlamentar. Essa preocupação, com a falta de investimentos nas áreas da saúde, educação e acessibilidade ganha força quando comparada ao crescimento do número do turistas no Brasil. Segundo o presidente da Embratur, Flávio Dino de Castro e Costa, em 2020, o País deverá receber 10 milhões de turistas vindos do exterior. Para a Copa do Mundo de 2014 são esperados 3 milhões de turistas brasileiros e 600 mil estrangeiros. Encerramento - Ao encerrar o seminário, o ministro do TCU Augusto Nardes, coordenador do evento, elogiou a qualidade dos palestrantes e o nível dos debates. Acrescentou que a troca de experiência vai contribuir para a preparação e a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, sobretudo no tocante aos aspectos de infraestrutura e dos efeitos desses megaeventos sobre a imagem do País no exterior.
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