Preparativos para Copa do Mundo Feminina de 2027 são avaliados pelo TCU
Tribunal determinou ao Ministério do Esporte que elabore Plano Nacional de Legado da Copa 2027 articulado entre União, estados, municípios e entidades
Por Secom
Resumo
- O TCU realizou levantamento para sistematizar informações, com foco nos riscos, sobre a atuação da União para a Copa do Mundo de Futebol Feminino Fifa 2027.
- Verificou-se fragilidade na governança interinstitucional, marcada pela baixa articulação com estados e municípios.
- Outro risco é a falta de diretrizes para enfrentamento de situações de discriminação, assédio e racismo durante a Copa.
- O Tribunal determinou que o Ministério do Esporte elabore Plano Nacional de Legado da Copa 2027.
O Tribunal de Contas da União (TCU) realizou, sob a relatoria do ministro Jhonatan de Jesus, levantamento com o objetivo de obter e sistematizar, com foco na identificação e avaliação de riscos, informações sobre a atuação da União no planejamento, organização e realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino Fifa 2027.
A equipe de auditoria do TCU apontou quatro riscos principais, que exigem pronta atuação. O primeiro diz respeito à preparação e realização do evento, no qual se verificou fragilidade na governança interinstitucional e na coordenação do Ministério do Esporte, marcada pela baixa articulação com estados e municípios.
"Um dos riscos se vincula à efetividade do legado social e esportivo, abrangendo falhas na sistematização do planejamento e na definição de cronogramas integrados após a escolha da sede", observou o ministro Jhonatan de Jesus, relator do levantamento do Tribunal.
A auditoria da Corte de Contas verificou possível descontinuidade da Estratégia Nacional para o Futebol Feminino em razão de instabilidades administrativas. O TCU também apontou, como quarto risco iminente, a inexistência de diretrizes uniformes para o enfrentamento de situações de discriminação, assédio e racismo durante a Copa 2027.
O que o TCU decidiu
O Tribunal determinou ao Ministério do Esporte que, no prazo de 180 dias, elabore Plano Nacional de Legado da Copa do Mundo Feminina articulado entre União, estados, municípios e entidades representativas, com a definição de objetivos estratégicos, fontes de financiamento e mecanismos de acompanhamento contínuo, de modo a assegurar que o evento produza impactos sustentáveis para o esporte e para a sociedade brasileira.
A Corte de Contas também solicitou ao Ministério do Esporte que comunique ao TCU, com antecedência razoável, eventuais reuniões de trabalho do Comitê Gestor (CGCOPA 2027), do Grupo Executivo (Gecopa) e das câmaras técnicas que venham a ser instituídas, para que avalie conveniência e oportunidade de participar como observador e órgão consultor.
SERVIÇO
Leia a íntegra da decisão: Acórdão 523/2026 - Plenário
Processo: TC 015.743/2025-0
Sessão: 11/3/2026
Secom - ED/pc
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