TCU abre Jornada de Segurança da Informação com foco em cultura digital
Evento reúne especialistas para debater riscos digitais, proteção de dados e papel da tecnologia no setor público
Por Secom
O Tribunal de Contas da União (TCU) realizou, nesta terça-feira (14/4), a abertura da Jornada de Segurança da Informação, iniciativa que reúne servidores, colaboradores e especialistas para discutir, ao longo da semana, temas como proteção de dados, riscos digitais e uso responsável das tecnologias.

A abertura contou com a participação do presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, que destacou a importância estratégica da tecnologia para o funcionamento do Tribunal e reforçou o compromisso institucional com a segurança da informação. "Nós precisamos fazer sempre mais com menos. Para isso, temos que desenvolver nosso trabalho aliado à tecnologia para dar aos nossos colegas condições de alcançar melhores resultados com eficiência", afirmou.
O presidente também ressaltou o protagonismo do TCU no cenário internacional e a necessidade de proteger os dados institucionais. "Hoje, o TCU está entre as melhores cortes de contas do mundo. E isso exige que os nossos dados estejam efetivamente protegidos, para mantermos a confiança do Brasil", disse. Segundo ele, o Tribunal é alvo diário de tentativas de ataque, mas tem demonstrado resiliência. "Isso mostra que temos condições de evoluir cada vez mais nossos sistemas e fortalecer essa jornada de proteção tecnológica".

Na sequência, a chefe da Assessoria de Segurança da Informação e Proteção de Dados do TCU, Mônica Cotrim, destacou que a Jornada foi pensada como um espaço de reflexão e aprendizado coletivo. "É uma semana concebida para articular conhecimento técnico, percepção de riscos e responsabilidade institucional. Uma pausa necessária para refletir sobre a segurança da informação", explicou.
Ela enfatizou que a proteção de dados vai além de aspectos técnicos e envolve decisões e comportamentos no dia a dia. "A proteção de dados não é um projeto pontual. É um processo contínuo que exige visão sistêmica, investimento e compromisso coletivo", afirmou. Para Mônica, garantir a segurança das informações é também preservar valores institucionais. "Proteger informações é proteger pessoas. Fortalecer a segurança é fortalecer o Tribunal."
O secretário-adjunto de Tecnologia da Informação e Evolução Digital do TCU, José Renato Alves, reforçou que a segurança da informação não se limita a ferramentas tecnológicas, mas envolve, principalmente, o comportamento das pessoas. "Esse deixou de ser um assunto só de tecnologia. Tem a ver com como as pessoas se comportam no mundo digital e com as decisões que tomam no dia a dia", destacou.
Ele comparou a segurança institucional ao ambiente doméstico. "Assim como queremos viver em um ambiente seguro em nossas casas, é importante saber que o Tribunal também é um lugar seguro para trabalhar, onde há cuidado com as informações", disse. José Renato também ressaltou a importância da participação de todos.
Programação da Jornada
A programação da Jornada inclui palestras, oficinas, simulações de incidentes e atividades interativas, como escape game e espaços de experimentação, com o objetivo de tornar o aprendizado mais dinâmico e conectado à realidade dos participantes.
A palestra de abertura foi conduzida pela assessora sênior de cibersegurança da Dataprev, Yasodara Córdova, que fez uma reflexão sobre os impactos sociais da tecnologia e os desafios da proteção de dados em uma sociedade cada vez mais digital. "Não há mais separação entre o mundo digital e o mundo físico. Hoje, vivemos em uma sociedade totalmente digital. Saúde, crédito, identidade, comunicação: tudo passa por sistemas e dados", explicou.
Yasodara alertou que a exposição de dados pode gerar consequências reais, especialmente para populações mais vulneráveis. "Mesmo quem não está on-line o tempo todo já está nos sistemas e pode ser afetado por vazamentos e fraudes", disse.
Ela também destacou que a tecnologia não é neutra e pode ampliar desigualdades. "Os sistemas aprendem com dados e podem reproduzir vieses. Por isso, precisamos sempre perguntar: quem pode ser prejudicado por essa tecnologia e como reparar esses danos?", salientou.
Ao final, a especialista concluiu que segurança e privacidade são elementos essenciais para a democracia: "Proteger dados é proteger pessoas. E quando as pessoas deixam de confiar nos sistemas, todo o tecido social é afetado".
A Jornada de Segurança da Informação segue até o dia 17 de abril, com atividades voltadas a fortalecer a cultura de segurança digital no Tribunal e incentivar práticas mais seguras dentro e fora do ambiente de trabalho.

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Serviço
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