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TCU avalia formulação da Estratégia Nacional de Infraestrutura da Qualidade

Tribunal recomendou que seja elaborado diagnóstico que oriente soluções não apenas provisórias, mas que alcancem as causas dos problemas produtivos nacionais

Por Secom

Resumo

  • O Tribunal de Contas da União (TCU) acompanha o processo de formulação da Estratégia Nacional de Infraestrutura da Qualidade (Eniq).
  • A Eniq pretende nortear a infraestrutura da qualidade, baseada em visão de longo prazo e abordagem sistêmica para garantir segurança e competitividade.
  • Sob a relatoria do ministro Aroldo Cedraz, o Tribunal observou que a falta de cenários sobre o futuro dificulta a antecipação de crises.

O Tribunal de Contas da União (TCU) realizou, sob a relatoria do ministro Aroldo Cedraz, acompanhamento que teve como objetivo avaliar o processo de formulação da Estratégia Nacional de Infraestrutura da Qualidade (Eniq).

Essa estratégia pretende ser o instrumento norteador dos diversos atores que compõem a Infraestrutura da Qualidade (IQ) no Brasil, buscando conferir uma visão de longo prazo e uma abordagem sistêmica para garantir a qualidade, segurança e competitividade de bens e serviços nacionais.

O que o TCU encontrou

No que diz respeito às deficiências na caracterização dos problemas públicos, verificou-se que o diagnóstico inicial focou excessivamente nas fragilidades da estrutura atual da Infraestrutura da Qualidade (IQ), em detrimento dos problemas públicos subjacentes que ela visa mitigar, como a segurança de bens, a inovação e a competitividade.

Quanto ao achado da auditoria do TCU sobre a ausência de prognósticos, observou-se que a falta de cenários sobre o estado futuro da sociedade e da tecnologia dificulta a antecipação de crises e a adaptação tempestiva da política.

No que concerne ao achado de auditoria relativo à inadequação do desenho estratégico, identificou-se que os objetivos estratégicos carecem de mensurabilidade, descumprindo os critérios SMART (da sigla em inglês: específicos, mensuráveis, atingíveis, relevantes e temporais), e que não havia um modelo lógico ou Teoria da Mudança formalizados.

Um outro achado da auditoria diz respeito à baixa representatividade e participação. Constatou-se que a participação social se concentrou majoritariamente no setor industrial e na esfera federal.

SERVIÇO

Leia a íntegra da decisão: Acórdão 397/2026 - Plenário

Processo: TC 015.045/2024-2

Sessão: 25/2/2026

Secom - ED/pc

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