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TCU fiscaliza reconstrução de ponte sobre Rio Tocantins

Reconstrução da Ponte Juscelino Kubitschek, que liga Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), teve critérios de pagamento fora do contrato, orçamento mal detalhado e falta de projeto básico

Por Secom

Resumo

  • O TCU realizou auditoria para verificar como está sendo feita a reconstrução da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que fica na BR-226/TO, sobre o Rio Tocantins, ligando as cidades de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA).
  • A auditoria do Tribunal constatou critérios de medição e pagamento que não seguiram o contrato, falta de detalhamento no orçamento e ausência de projeto básico, essencial para obras complexas como essa.

O Tribunal de Contas da União (TCU) realizou auditoria para verificar como está sendo feita a reconstrução da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que fica na BR-226/TO, sobre o Rio Tocantins, ligando as cidades de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA).

A obra foi contratada sem licitação, de forma emergencial, depois que o vão central da ponte desabou em 22 de dezembro de 2024, causando a morte de ao menos 14 pessoas. O colapso trouxe grandes problemas, como a interrupção total do tráfego na rodovia, o que afetou a logística entre as regiões Norte e Nordeste, dificultou o transporte de mercadorias como milho e soja, aumentou os custos de transporte e prejudicou o fornecimento de bens essenciais para várias comunidades.

Diante do caráter emergencial, o governo efetuou um contrato por dispensa de licitação para reconstrução da ponte, assinado em 31 de dezembro de 2024. A obra foi concluída em um ano.

A auditoria do Tribunal constatou critérios de medição e pagamento que não seguiram o contrato, falta de detalhamento no orçamento e ausência de projeto básico, que é essencial para obras complexas como essa.

O valor fiscalizado pelo TCU foi de R$ 174,3 milhões investidos na obra. O Tribunal informou o Dnit sobre os problemas encontrados e recomendou que, em futuras contratações emergenciais de obras complexas, o órgão avalie usar o regime de contratação integrada, que pode trazer mais eficiência e clareza para projetos desse tipo.

O trabalho ajuda a melhorar as práticas do Dnit no planejamento, medição e formação de custos em obras de infraestrutura, especialmente em situações emergenciais. A auditoria também reforça a necessidade de alinhar os pagamentos com o que foi realmente executado, além de aumentar a transparência e a rastreabilidade das informações.

O relator do processo é o ministro Jorge Oliveira.

SERVIÇO

Leia a íntegra da decisão: Acórdão 1791/2026 - Plenário

Processo: TC 021.155/2025-9

Sessão ordinária: 8/7/2026

Secom - SG/pc

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