Tribunal avalia governança em TI nas universidades federais
Acompanhamento abrange todas as 69 instituições federais de ensino superior e analisa governança, planejamento e ambiente de tecnologia da informação
Por Secom
Resumo
- O TCU fez acompanhamento para avaliar como as universidades federais estão lidando com a área de tecnologia da informação (TI).
- Entre os problemas encontrados, estão falta de funcionários especializados em TI e dificuldade para manter profissionais qualificados.
- Mas o trabalho constatou que as universidades estão melhorando em algumas áreas, como governança e planejamento de TI, sendo que muitas criaram comitês de governança digital e estão alinhando seus planos de TI com as diretrizes do governo.
O Tribunal de Contas da União (TCU) realizou fiscalização para acompanhar como as universidades federais estão lidando com a governança, o planejamento e o ambiente de tecnologia da informação (TI). Foram analisadas todas as 69 instituições de ensino superior atualmente existentes no Brasil, com foco em pontos como número de funcionários, seguimento de regras de governo digital, existência de bom planejamento de TI e compartilhamento, pelas universidades, de soluções tecnológicas entre si.
Além disso, o TCU também avaliou o papel do Ministério da Educação (MEC), especialmente da Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (STIC), a quem compete ajudar a coordenar as ações de TI nas universidades.
O trabalho constatou que as universidades estão melhorando em algumas áreas, como governança e planejamento de TI. Por exemplo, muitas criaram comitês de governança digital e estão alinhando seus planos de TI com as diretrizes do governo. A iniciativa é boa, mas ainda existem problemas que atrapalham esses avanços. Entre eles, estão: falta de funcionários especializados em TI, dificuldade para manter profissionais qualificados e uso de técnicos em tarefas que são alheias às suas áreas.
Outro ponto observado foi que, embora muitas universidades tentem usar soluções compartilhadas, como sistemas e ferramentas criados por outras instituições (exemplo: SIG-UFRN, SUAP, ForPDI, serviços da RNP), ainda existem barreiras que dificultam o uso eficiente dessas soluções. Essas barreiras incluem diferenças entre os sistemas usados pelas universidades, processos internos que não se conectam bem e atuação limitada do MEC para incentivar o uso de soluções integradas.
Além disso, o TCU percebeu que os planos de TI de várias universidades têm problemas, como falta de planejamento para gestão de pessoas, orçamento e riscos, exigidos por uma portaria do governo.
Também algumas universidades ainda não atualizaram suas regras internas para se adaptar às novas normas, especialmente no que diz respeito aos comitês de governança digital. Esses comitês precisam ter revisadas e atualizadas suas funções, composição e conexão com o planejamento estratégico.
O TCU encaminhou aos Ministérios da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e da Educação (MEC), bem como a comissões do Congresso Nacional, os resultados das análises realizadas, como subsídio às respectivas atuações na formulação e no aperfeiçoamento da política de pessoal de TI nas universidades. Entre os pontos destacados, consta a sugestão de criação de cargos específicos para a área de TI, com carreira que permita crescimento profissional, além da definição de quantitativo mínimo de analistas e técnicos de TI em cada universidade.
O relator do processo é o ministro Augusto Nardes.
SERVIÇO
Leia a íntegra da decisão: Acórdão 258/2026 - Plenário
Processo: TC 000.334/2022-7
Sessão: 4/2/2026
Secom - SG/pc
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