Tribunal inicia auditoria do Balanço Geral da União de 2026 com nova metodologia
Mudança no modelo de fiscalização concentra no TCU auditoria financeira do BGU
Por Secom
Mais de 140 representantes de órgãos e entidades federais participaram, em 27 de agosto, da reunião de abertura da auditoria financeira do Balanço Geral da União (BGU). Durante o encontro a Secretaria de Controle Externo de Contas Públicas (SecexContas/TCU) apresentou as principais mudanças no modelo de auditoria adotado pelo Tribunal de Contas da União.
Relatado pelo ministro Antônio Anastasia, o trabalho tem pretende aumentar a credibilidade e a transparência das informações financeiras do governo federal, contribuindo para fortalecer a confiança e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
Na abertura do encontro, o secretário da SecexContas, Bruno Martinello, destacou a importância da auditoria do BGU como trabalho auxiliar à elaboração do parecer prévio sobre as contas do Presidente da República.
O auditor-chefe da unidade do TCU especializada em certificação de contas, Antonio Carvalho Neto, e seu adjunto, Arnaldo Ribeiro, apresentaram as principais alterações previstas para a auditoria deste exercício. Entre elas está a adoção de nova metodologia de auditoria, com abordagem orientada aos ciclos contábeis transversais significativos.

Na prática, em vez de organizar a auditoria predominantemente por ministérios, em uma lógica vertical, o trabalho passa a ser estruturado a partir das contas, classes de transações e processos contábeis relevantes para o BGU, independentemente do órgão ou entidade em que tenham origem. A mudança busca direcionar o esforço de auditoria para os riscos relevantes das demonstrações consolidadas da União.
Outra novidade é que, a partir de 2026, o TCU passa a realizar integralmente a auditoria do BGU. Até 2025, essa atividade era compartilhada com a Controladoria-Geral da União (CGU). No novo arranjo institucional, a Controladoria-Geral da União (CGU) concentrará sua atuação em atividades mais diretamente relacionadas à função de auditoria interna, voltadas à agregação de valor à gestão pública por meio de avaliações e serviços de consultoria. Permanece, contudo, sua atribuição legal de auditar e certificar as contas dos responsáveis, com foco nos riscos financeiros, de conformidade e operacionais dos ministérios selecionados.
O novo modelo promove maior especialização de papéis entre as instituições, com o objetivo de tornar mais eficiente a atuação de cada órgão e reduzir a duplicação de análises sobre o mesmo objeto.
Para Carvalho Neto, a participação dos gestores públicos e a receptividade às mudanças apresentadas reforçam a importância da cooperação entre o TCU e os órgãos e entidades da administração pública para o aprimoramento contínuo da auditoria do BGU.
Os resultados obtidos nos últimos exercícios também evidenciam a evolução do trabalho. Na auditoria de 2025, somente a atuação do TCU cobriu 82,2% do BGU, ante 74,5% em 2024, 71,5% em 2023 e 61,9% em 2022. Os resultados demonstram o aumento da segurança do TCU na emissão da opinião de auditoria, o que também contribui para aumentar a transparência, a representação fidedigna e a comparabilidade das demonstrações contábeis da União.
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