Webinário debate educação de jovens e adultos integrada ao ensino profissional
Especialistas, estudantes e gestores discutiram acesso, permanência e qualificação para ampliar oportunidades de trabalho
Por Secom

Especialistas, estudantes e gestores públicos discutiram, na última segunda-feira de maio (25/5), os desafios para ampliar o acesso e garantir a permanência de jovens e adultos na educação básica articulada à formação profissional. O debate aconteceu durante o webinário "Educação de Jovens e Adultos integrada à Educação Profissional", promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
O encontro reuniu estudantes de diferentes regiões do país, pesquisadores e representantes da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (EPCT) para debater experiências, dificuldades e possibilidades de fortalecer a modalidade. A iniciativa faz parte das ações do TCU destinadas a buscar subsídios para futuras fiscalizações na área educacional e aperfeiçoar políticas públicas.
Na abertura do webinário, a auditora[MP1] do TCU Renata Carvalho destacou a importância da Educação de Jovens e Adultos (EJA) integrada à educação profissional, principalmente diante do elevado número de brasileiros que não concluíram a educação básica na idade adequada. Segundo ela, cerca de 50 milhões de pessoas no país ainda não terminaram o ensino médio, e esse cenário evidencia a necessidade de aperfeiçoar as políticas públicas para essa modalidade.
Renata ressaltou estudos que apontam melhores perspectivas de renda e inserção no mercado de trabalho para estudantes que conseguem concluir a educação básica junto com a formação profissional.
A auditora afirmou que o evento teve a finalidade de aproximar diferentes pessoas envolvidas com o tema: estudantes, pesquisadores, gestores públicos e representantes da sociedade civil, para subsidiar ações de fiscalização e melhorar a Educação de Jovens e Adultos. Ela também salientou a participação do público por meio do chat da transmissão, aberto para comentários, opiniões e perguntas durante o encontro.
O webinário foi dividido em dois painéis. O primeiro, mediado pela auditora do TCU Ana Caroline Dick, promoveu escuta com estudantes e ex-estudantes da EJA integrada à educação profissional, que teve relatos sobre desafios de acesso, permanência e conclusão dos cursos. Participaram jovens, trabalhadores e idosos de diferentes perfis sociais e raciais, em uma discussão mediada pela equipe técnica do TCU.
Uma participante afirmou que a EJA passou a fazer parte da sua vida e disse que pretende dar continuidade aos estudos. Outra estudante contou que, depois de concluir o ensino médio integrado ao curso técnico em informática, entrou na graduação de licenciatura em Letras no próprio Instituto Federal de Goiás. Para ela, essa trajetória representa uma conquista pessoal e profissional.
No segundo painel, com moderação do auditor do TCU Giovanni Garcia Mannarino, as especialistas Analise de Jesus da Silva e Mad Ana Desiree Ribeiro abordaram aspectos gerais da EJA, dificuldades históricas enfrentadas pela modalidade e experiências consideradas bem-sucedidas nos institutos federais. Foram debatidos os desafios para implementação das políticas previstas na legislação educacional de integração entre educação básica e qualificação profissional.
Durante esse debate foi feita uma reflexão sobre o papel da educação popular e a necessidade de ampliar a compreensão sobre a formação de jovens e adultos, além das exigências curriculares tradicionais.
Ao longo do webinário, os participantes ressaltaram a importância de articular escolarização e qualificação profissional como uma estratégia para ampliar oportunidades de ingresso no mercado de trabalho e reduzir desigualdades educacionais.
Também foram exploradas alternativas para reforçar a oferta pública, diante de um cenário de redução de vagas em diversas regiões do país.
Ao final do encontro, os organizadores destacaram que as contribuições apresentadas por estudantes, pesquisadores e gestores podem auxiliar análises e ações de controle externo sobre as políticas públicas de educação de jovens e adultos.
Mannarino afirmou que os relatos dos estudantes e as manifestações do público no chat revelaram urgências e necessidades. E lembrou a importância da atuação do Estado para garantir esse direito. Estudantes, professores, pesquisadores, gestores públicos e interessados podem contribuir para a fiscalização participando de debates promovidos pelo TCU e enviando comentários e perguntas durante os webinários realizados pela Corte de Contas.
Participaram dos debates representantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), do Instituto Federal de Goiás (IFG) e da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
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