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TCU reúne-se com governo para destravar burocracia na aquicultura

Articulação com órgãos federais visa dar mais rapidez aos processos de cessão de águas da União para desenvolvimento da economia aquícola nacional

Por Secom

Printscreen da tela da reunião online realizada

No dia 5 de maio, o Tribunal de Contas da União (TCU) realizou reunião com representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e da Marinha do Brasil para tratar do aprimoramento do processo de cessão de águas da União para fins de aquicultura. A iniciativa atende ao Acórdão 517/2026 - Plenário e marca o início da construção de um Compromisso Cidadão, instrumento colaborativo para melhorar essa política pública.

A proposta do TCU é atuar como articulador entre os órgãos envolvidos, promovendo a construção conjunta de soluções para reduzir a burocracia, aumentar a transparência e acelerar os processos. A iniciativa está alinhada à diretriz institucional de fortalecimento do papel do Tribunal como incentivador de resultados concretos para a sociedade.

Durante o encontro, a secretária de Controle Externo de Desenvolvimento Sustentável do TCU, Vanessa Lopes de Lima, destacou que o objetivo é transformar os achados de auditoria em benefícios efetivos para o cidadão. Segundo ela, o modelo colaborativo permite alinhar esforços e multiplicar resultados. "O Tribunal está se colocando como parceiro das instituições na busca por soluções que realmente impactem a vida do cidadão", afirmou.

A secretária explicou que a proposta é ir além do modelo tradicional de auditoria baseado em determinações e recomendações para promover respostas construídas de forma conjunta com os órgãos responsáveis pela política pública. "O que está no papel, se não for materializado, não transforma a realidade", disse ela.

O Compromisso Cidadão prevê a formação de um grupo de trabalho com representantes dos órgãos participantes atuando de forma coordenada para identificar as causas da morosidade na cessão de águas da União e propor e implementar soluções. A dinâmica inclui reuniões periódicas e interação contínua entre os participantes.

Representantes do MPA ressaltaram o potencial estratégico da aquicultura para o desenvolvimento econômico do país e a geração de empregos e destacaram a necessidade de promover avanços na desburocratização para ampliar investimentos no setor. Já a SPU enfatizou os desafios relacionados à gestão de múltiplos usos das águas da União, enquanto a Marinha do Brasil reforçou a importância de considerar a segurança da navegação nas áreas demandadas pela aquicultura de forma criteriosa.

Os participantes ressaltaram avanços recentes na redução do tempo de análise dos processos após a auditoria realizada pelo Tribunal, mas reconheceram a necessidade de aprimoramentos adicionais, especialmente na integração entre os órgãos e na padronização de procedimentos.

A expectativa é que o compromisso firmado entre as instituições contribua para tornar os processos mais eficientes, reduzir a informalidade e fortalecer a aquicultura como atividade estratégica para o país.

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Secom - MM/pc

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