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O filho eterno

O filho eterno conta a história do nascimento de uma criança com síndrome de Down coincidindo com o momento de ruptura na vida dos pais. Um filho desejado, mas diferente: nas palavras do pai, na tímida tentativa de explicar para os conhecidos, nos primeiros meses, uma criança com “um pequeno problema”. De início, tudo é estranhamento, e o pai assume que a urgência não é resolver o tal problema do menino – haveria algo a ser resolvido? –, mas o espaço que o filho ocupará, para sempre, na vida do casal. Em um livro corajoso e emocionante, Cristóvão Tezza expõe as dificuldades, inúmeras, e as saborosas pequenas vitórias de criar um filho com síndrome de Down. O périplo por clínicas e consultórios médicos no início da década de 1980, época em que o assunto não era tão estudado, estando ainda envolto por certo grau de misticismo. E a tensa relação inicial com a mulher. Com o passar do tempo e uma série de pequenas conquistas – os primeiros passos, a ida à escola –, o pequeno Felipe vai conquistando o seu lugar de filho. O pai supera a fase de negação e já não vê mais a condição do primogênito como uma espécie de “maldição inesperada”, enxergando-o como um indivíduo único, que necessita de amor e cuidado. 

Alguém Para Tomar Conta de Mim

Uma nova história da aclamada série de thrillers, protagonizada por Thóra Gusmundsdóttir. Uma brilhante prestação na escrita policial. A multipremiada islandesa Yrsa Sigurdardóttir, autora de bestsellers regressa com novo livro, considerado pelo britânico Sunday Times como o policial do ano. Um jovem adulto com síndroma de Down foi condenado por ter ateado fogo às instalações do lar de cuidados continuados em que vivia, provocando um incêndio que causou cinco mortos. Porém, um dos ocupantes da ala psiquiátrica de segurança em que agora se encontra vai contratar Thóra para provar que Jakob está inocente. Mas se não foi Jakob o autor do crime, quem será? E de que forma é que o múltiplo homicídio estará ligado à morte de uma jovem mulher por atropelamento e fuga?

O Corcunda de Notre-Dame

Adaptado inúmeras vezes para as telas e os palcos, este drama medieval de Victor Hugo conta a história da bela Esmeralda, uma cigana adorada por três homens: o arquidiácono Frollo, o corcunda Quasímodo e o capitão Phoebus. Falsamente acusada de tentar matar Phoebus, que quase a violentou, Esmeralda é sentenciada à morte, e salva da forca por Quasímodo, que a defende até o fim. Para além da questão amorosa, descortina-se uma série de tragédias que falam sobre revolução e luta social, sobre amor e perda, sobre destino e livre arbítrio, protagonizadas por personagens que vão desde o rei da França até os mendigos nos esgotos de Paris. E, no centro de tudo, a grande e onipresente Catedral de Notre-Dame. O volume inclui uma introdução de John Sturrock, que apresenta o livro como uma história de ideias apaixonadas, escrita em defesa da arquitetura gótica e da democracia, demonstrando que um exterior repulsivo pode esconder uma grande beleza moral.

À Sombra da Figueira

Para a menina Raami, de sete anos de idade, o fim abrupto e trágico da infância começa com os passos de seu pai voltando para casa na madrugada, trazendo detalhes da guerra civil que invadiu as ruas de Phnom Pehn, a capital do Cambódia. Logo o mundo privilegiado da família real é misturado ao caos da revolução e ao êxodus forçado. Nos quatro anos seguintes, enquanto o Khmer Rouge tenta tirar da população qualquer traço de sua identidade individual, Raami se apega aos únicos vestígios de sua infância — lendas míticas e poemas contados a ela pelo seu pai. Em um clima de violência sistemática em que a lembrança é uma doença e a justificativa para execução sumária, Raami luta pela sua sobrevivência improvável. Apoiada no dom extraordinário da autora pela linguagem, Sombras da Figueira é uma história brilhantemente intricada sobre a resiliência humana.

Frankenstein

Victor Frankenstein desde muito jovem se dedicou aos estudos da filosofia e das ciências naturais. Até que, em uma experiência bem-sucedida (que lhe sugou a energia e o afastou do convívio dos seus entes queridos), ele foi capaz de dar vida a um ser de feições e trejeitos assustadores. A partir de então, criador e criatura passam a viver um jogo de perseguição repleto de sangue e horror – a primeira obra de ficção científica da literatura e um clássico do terror.

Jun

Keum Suk Gendry-Kim, a premiada autora sul-coreana de Grama e a Espera, apresenta mais uma de suas graphic novels no Brasil, JUN, sobre a história real de um garoto autista de coração puro, que alcançou fama na Coreia do sul após descobrir sua vocação natural para a música. Quando conheceu Jun Choi, em 2010, durante aulas de música tradicional coreana, Keum Suk se encantou pelo jovem e decidiu que narraria sua trajetória de vida em uma de suas obras. Uma trajetória marcada por solidão e preçonceitos, mas também por muita beleza e superação. Ela escolheu escrever e desenhar sobre Jun para transmitir uma mensagem de encorajamento e empatia a todos aqueles em condições semelhantes à dele. Por meio do relato do cotidiano de Jun e sua família, que, infelizmente, tiveram que aprender a conviver com a indignação por causa de pessoas insensíveis às diferenças, a autora acerta em cheio o coração de todos os leitores. Obra sensível e emocionante, este é o tipo de trabalho que ensina ao mundo uma valiosa lição de vida sobre aceitação e combate aos preçonceitos da sociedade.

Os demônios de Henry

Os sinais foram chegando aos poucos: comportamento excêntrico, ambientes em total desordem, objetos eletrônicos que, de uma hora para outra, pareciam ameaçadores. Mas o jornalista Patrick Cockburn só teve certeza de que seu filho Henry sofria uma grave doença mental quando foi informado pela mulher, em 2002, enquanto cobria a queda do regime Talibã, em Cabul, que o rapaz quase morrera ao se jogar de roupa em águas praticamente congeladas. Os demônios de Henry é o relato de uma família em busca do tratamento para a esquizofrenia. Patrick conta a história em detalhes: as quedas e melhoras, as muitas internações, a dificuldade em convencer o filho a tomar os medicamentos, enquanto para ele imaginação e realidade se misturavam até o ponto de ser impossível dissociar uma da outra. Henry apresenta um surpreendente relato de quem está no meio desse doloroso processo, revelando a experiência solitária de viver em hospitais psiquiátricos, as vozes e visões que o convidam a vagar nu pelo campo ou viver nas ruas, as ondas de culpa sem explicação, as árvores e arbustos que falam. Completando o relato, trechos do diário da mãe de Henry. Uma história assustadora e surpreendente, exibida pela BBC em uma série televisiva, que mostra um jovem lutando para regressar de sua viagem pela loucura e uma família aprendendo a lidar com essa situação inesperada e aterradora.

Não era você que eu esperava

Como lidar com uma filha com deficiência? Nesta graphic novel autobiográfica, Fabien Toulmé fala com emoção, humor e humildade sobre um encontro inesperado de um pai com sua filha que possui Síndrome de Down. O casal enfrenta o nascimento de uma criança especial. É como uma tempestade inesperada, um furacão. Quando a menina nasce com a síndrome, até então não diagnosticada, a vida de Fabien desmorona. Indo da fúria à rejeição, da aceitação ao amor, o autor fala sobre a descoberta de como é ser diferente.

Flores para Algernon

Com excesso de erros no início do romance, os relatos de Charlie revelam sua condição limitada, consequência de uma grave deficiência intelectual, que ao menos o mantém protegido dentro de um “mundo” particular – indiferente às gozações dos colegas de trabalho e intocado por tragédias familiares. Porém, ao participar de uma cirurgia revolucionária que aumenta o seu QI, ele não apenas se torna mais inteligente que os próprios médicos que o operaram, como também vira testemunha de uma nova realidade: ácida, crua e problemática. Se o conhecimento é uma benção, Daniel Keyes constrói um personagem complexo e intrigante, que questiona essa sorte e reflete sobre suas relações sociais e a própria existência. E tudo isso ao lado de Algernon, seu rato de estimação e a primeira cobaia bem-sucedida no processo cirúrgico. Perturbador e profundo, Flores para Algernon é tão contemporâneo quanto na época de sua primeira publicação, debatendo visões de mundo, relações interpessoais e, claro, a percepção sobre nós mesmos. Assim, se você está preparado para explorar as realidades de Charlie Gordon, também é a chance para perguntar: afinal, o mundo que sempre percebemos a nossa volta realmente existe?

Histórias de Cego

Uma coletânea das melhores crônicas publicadas no projeto Histórias de cego, inicialmente um blog e depois um canal de youtube onde muito além de contar um pouco da sua vivência em uma sociedade tão visual, Marcos Lima nos mostra o mundo por seus olhos. Com seus sentidos tão aguçados quanto seu senso de humor, ele conta como passou um dia de cadeirante, realizou um sonho de infância ao desbravar a ilha de Malta e de como o esporte mudou sua vida.